As impressões de Fernando Haddad sobre Reinaldo Azevedo e Marco Antonio Villa.

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reg. 069-16 FAU. Conversa com Fernando Haddad. 09/03/2016 Foto: Marcos Santos/Usp Imagens

“Meus anos na USP foram marcados pelo convívio com a nata da intelectualidade. Discutia filosofia com Paulo Arantes e Ruy Fausto, crítica literária com Roberto Schwarz, economia política com José Luís Fiori, história com Luiz Felipe de Alencastro, sociologia com Gabriel Cohn, direito com Dalmo Dallari e Fábio Comparato – e assim por diante.

Ver, de repente, e por imposição da atividade política, a minha produção acadêmica avaliada por comentaristas como Marco Antonio Villa e Reinaldo Azevedo foi um dos ossos mais duros do meu novo ofício”. (Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo-SP, em matéria na revista Piauí edição 129).

E mais:

“Em 1989, escrevi o livro O Sistema Soviético, onde critiquei aquele modelo. Para meu espanto, os dois comentaristas leram e não entenderam, considerando o livro uma defesa do comunismo”.

Nota do Tio – A matéria com Fernando Haddad, cujo trechos colei acima, é excepcional. Se você tiver oportunidade de lê-la, o faça. Está na edição 129 da revista Piauí. Você concluirá que ainda há bons quadros no Partido dos Trabalhadores.

Haddad fala de sua trajetória de vida, da sua entrada na política, esclarece o chamado kit-gay (ele era ministro da Cultura), fala da difícil relação institucional com Dilma Rousseff, dos protestos de junho de 2013, das semelhanças e diferenças entre FHC e Lula, da perseguição sofrida pela imprensa paulista (conta vários fatos tenebrosos), da Lava-Jato e do que ele acha ser o grande problema brasileiro: o patrimonialismo. Imperdível.

O link da matéria: http://piaui.folha.uol.com.br/materia/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros/

Antecipo, contudo, que é uma leitura de fôlego. Reserve uma ou duas horas para lê-la, mas vale à pena.

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