Na Itália, o chefe da operação Mãos Limpas ingressou na política posteriormente. Ocorrerá o mesmo com Moro?

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Em entrevista à rádio Jovem Pan AM, no último dia 29 de março, o pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), disse que não hesitaria em indicar o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava-Jato, para compor o Supremo Tribunal Federal.

Mais uma vez a operação Lava-Jato se assemelha à operação Mãos Limpas, deflagrada na Itália nos anos 90. Claro que o STF faz parte do organograma do Judiciário, mas essa foi apenas uma demonstração de que o magistrado poderá receber outros convites. Vide o ex-ministro Joaquim Barbosa.

No país europeu, o comando da operação coube ao procurador da República Antonio Di Pietro, que, pela legislação italiana, também faz às vezes de magistrado.

Ele deixou a operação em 1994. Dois anos depois foi nomeado como ministro dos Trabalhos Públicos. Em 1997 elegeu-se senador da República, com 68% dos votos.

Resta saber se Sérgio Moro também deixará a magistratura para ocupar cadeiras no Executivo e/ou Legislativo. Eu não duvido.

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