Por falta de prioridade, serviços das UPAs poderão ser suspensos.

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Li no blog do jornalista Carlos Santos que os médicos que atendem nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Mossoró poderão cruzar os braços a partir de amanhã, sexta-feira (03).

O imbróglio envolve a prefeitura e o Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA), empresa que possui aproximadamente 200 médicos plantonistas cadastrados para desempenharem seus serviços nas UPAs. Eles também são responsáveis pelo Serviço de Verificação de Óbitos.

Ocorre que, pelo contrato, a prefeitura deveria pagar a empresa cerca de R$ 700 mil mensais, o que não é feito há três meses, gerando uma dívida superior a R$ 2 milhões. Todavia, também pelo contrato, a empresa pode deixar de realizar o serviço após três meses de atraso.

 Eita, agora lascou.

Para evitar a paralisação dos serviços, o que pegaria mal para a prefeita e seus apoiados/apoiadores, em razão da eleição que se avizinha (só por esse motivo mesmo), a prefeitura judicializou a questão, buscando alguma decisão que impeça a empresa de suspender os serviços.

A decisão está nas mãos do desembargador Gilson Barbosa, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, que deverá tomar uma decisão hoje, em audiência designada para daqui a pouco (11h), entre as partes.

O episódio mostra que o Ministério Público está coberto de razão. Há algo errado entre as prioridades da prefeitura, que prefere investir suas receitas em festas e afins, pagando cachês altíssimos para artistas realizarem poucas horas de shows, enquanto a população corre o risco de ficar desassistida dos serviços oferecidos pelas UPAs, o que provocará vários óbitos, que sabe-se lá quem irá verifica-los.

Para ler a matéria no blog de Carlos Santos clique aqui.

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