Racionalidades – 62ª edição.

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O PLANO – Todos os países precisam movimentar a economia, crescer e gerar empregos, isso todo mundo sabe. Vamos agora começar a esmiuçar a questão. Para movimentar a economia é necessária a iniciativa majoritária do poder público ou do poder privado.

O primeiro passo do plano foi a Emenda Constitucional nº 95, que limitou os gastos públicos por 20 anos. Assim, ficou apenas para a iniciativa privada a função de movimentar a economia.

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O PLANO 2 – Com este trunfo nas mãos, os grandes grupos industriais e financeiros passaram a fazer algumas exigências, as quais devem ser cumpridas ao longo das reformas trabalhista, previdenciária e tributária.

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O PLANO 3 – A reforma trabalhista torna a mão de obra mais barata. Vale aqui frisar que para esses grupos a mão de obra é apenas um custo numa planilha, ao lado de luz, água, insumos. Se puder diminuir, ótimo, pouco importa se haverá consequências terríveis na vida do empregado.

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O PLANO 4 – A reforma da previdência vai na mesma toada. Ela irá aumentar a oferta de mão de obra, vez que será cada vez mais difícil se aposentar. No geral, o sujeito trabalhará até seu último dia de vida.

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O PLANO 5 – Por fim, já prestaram atenção que o pouco que se falou até agora sobre a reforma tributária tem a ver apenas com criação de novos tributos e/ou unificação dos tributos existentes?  Ninguém cogita a implantação de uma taxa progressiva, onde quem ganha mais paga mais, nem do Imposto sobre Grandes Fortunas, previsto na Constituição Federal de 1988, mas nunca regulamentado.

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O PLANO 6 – As reformas passarão, os trabalhadores terão muitos direitos retirados e a economia continuará patinando. Sabe então o que acontecerá? A EC nº 95, a do teto dos gastos, será alterada para que o poder público volte a investir maciçamente na economia, que aí sim voltará a crescer.

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O PLANO 7 – Quando fechar esse ciclo, os grandes grupos industriais e financeiros estarão muito maiores, e o trabalhador do tamanho de uma ervilha, com uma penca de direitos a menos. Quando esse dia chegar não adiantará chorar o leite derramado. A hora de agir é agora.

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O PLANO 8 – As notas acima foram escritas com base em tese levantada pelo empresário, palestrante, professor, engenheiro, escritor, dramaturgo, apresentador e ex-banqueiro Eduardo Moreira, de caudaloso currículo.

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VIOLÊNCIA – Escrever sobre a violência que atinge Mossoró já está ficando repetitivo e enfadonho, mas a grandiosidade do problema não nos dá o direito de silenciar. Outrora, os radialistas que apresentam programas policiais tinham dificuldades para cobrir seus sessenta minutos, tamanha era a escassez de notícias na área policial. Atualmente, o tempo é insuficiente para comentar todos os homicídios, roubos (assaltos) e furtos ocorridos nas últimas 24 horas. A cidade continua em pânico, apesar de ter havido uma arrefecida na violência há algumas semanas.

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SUAVE – Vamos começar agora a parte mais leve do post. Garanto que lá para o fim até sorrir você vai.

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COMEMORAÇÃO – O padre Charles Lamartine espera receber um bom público nas duas missas que irá celebrar no próximo domingo: às 7h na igreja São Vicente e às 9h na Catedral de Santa Luzia. O padre Charles fará aniversário na segunda-feira (09), sendo as missas uma oportunidade para celebrar a data.

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CALÇAMENTO – Segue a todo vapor o calçamento a paralelepípedo de várias ruas no conjunto José de Freitas, em Governador Dix-sept Rosado. A obra foi pensada para melhorar o fluxo para o prédio do Fórum da Justiça Comum e o Fórum Eleitoral. Ocorre que os prédios deixaram de funcionar, mas ainda assim, como o projeto já estava aprovado e os recursos assegurados, a obra está sendo realizada. As famílias que residem no local agradecem.

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FALANDO NISSO – E por falar em Governador Dix-sept Rosado, a prefeitura reformou os pórticos de entrada e saída do município, desta feita com direito a iluminação e o mapa da cidade, que faz lembrar um revólver. Ficou bonito.

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ELEMENTO FIXO – Desde que foi construída, a Praça Vigário Antônio Joaquim já teve seu piso trocado umas trocentas vezes. Já faz parte da praça aqueles quatro ou cinco trabalhadores repondo as cerâmicas. A praça não seria a mesma sem eles. Perderia a graça.

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COLAR ESPECIALMais difícil do que ter uma grande ideia é reconhecer uma. Especialmente se for de outra pessoa. (Washington Olivetto)

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CONDENAÇÃO – O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN) manteve sentença que condenou o Departamento de Estradas e Rodagens do Rio Grande do Norte (DER-RN) a indenizar a Construtora Queiroz Galvão S/A em R$ 2,1 milhões. A dívida é referente a uma obra realizada no prolongamento da Avenida Prudente de Morais, entre Natal e Parnamirim.

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RATEIO – Na semana passada publiquei aqui sobre a disputa pelos R$ 2,6 bilhões arrecadados pela Operação Lava Jato num acordo envolvendo a Petrobras e o governo dos EUA. Pois bem, ontem pela manhã houve um acordo prévio entre os envolvidos. Restou decidido que R$ 1 bilhão irá para a Amazônia e R$ 1,6 bilhão para a Educação.

Do quantum que irá para a Amazônia, R$ 400 milhões irão para os estados e R$ 600 milhões serão geridos pelo governo federal.

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COMO? – Vi no documentário Nosso Planeta que uma baleia azul pode pesar até 150 toneladas. Agora eu pergunto: como é que esse povo pesa uma baleia?

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FUTEBOL – Como torcedor do tricolor carioca, antevejo dias sombrios. Pelo que tudo indica, o rival Flamengo caminha para consagrar-se campeão brasileiro, e meu time lutará para não cair. Poderá ser um ano difícil, mas enquanto há vida há esperança. Vai Fluzão, Time de Guerreiros.

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TRÊS FACÇÕES – Dia desses um amigo teve que entrar numa propriedade rural localizada na região. O imóvel em si ficava um pouco distante do portão de entrada, de modo que não tinha como os moradores ouvi-lo ou avistá-lo. Ele pensou em entrar, mas aí viu alguns macacos na propriedade.

Receoso, procurou um vizinho e perguntou se aqueles macacos eram agressivos. O senhor então sapecou: “Companheiro, aí tem três facções de macacos, duas delas são agressivas e uma é pacata”. Ante a impossibilidade de distinguir quais eram os macacos do bem e quais eram os do mal, meu amigo ficou esperando na entrada até aparecer algum morador.

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DE PONTA CABEÇA – Eu acho que o médico estava de brincadeira, mas ele falou sério. Na consulta, após eu relatar o que sentia, ele passou a dizer o que eu podia e não podia fazer. Na lista das coisas para eu não fazer estava “andar de ponta cabeça”. No instante eu sorri, como se aquilo fosse uma brincadeira, mas ele permaneceu sério, daí eu concluí que realmente eu não posso mais andar de ponta cabeça.

E agora, o que farei de minha vida? Uma das coisas que mais gosto de fazer é andar por aí de ponta cabeça. Às vezes vou pra Praça do Rotary e dou duas voltas nesta posição. Também sempre ando de ponta cabeça no meu local de trabalho, em casa, lá em Betinho do Frango. Vai ser difícil.

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FOLCLÓRICO – O ex-vereador Paulo Lúcio, de saudosa memória, sempre foi um homem de tiradas cômicas. Em 2007, em entrevista ao programa Mossoró de Todos os Tempos, da TCM, foi perguntado se ainda acompanhava o cotidiano da Câmara Municipal, o qual sapecou: “Nem na minha época eu sabia o que acontecia ali, imagine hoje”.

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PARABÉNS – Finalizo este post parabenizando a rádio Difusora AM de Mossoró, que completa amanhã 69 anos de existência. Até hoje a marca mais forte da imprensa local. Atualmente a rádio possui uma equipe de primeira linha nas áreas policial e de política. O programa policial Cidade Aflita (11h às 12H), apresentado por José Antônio, continua sendo o programa mais ouvido da radiofonia local.

Parabéns ao advogado Paulo Linhares, atual diretor-presidente, e aos demais que fazem a rádio, como Emerson Linhares, Pádua Júnior, Wellington Linhares, Gilberto de Sousa e, especialmente, a Christianne Alves.

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SUGESTÕES/CRÍTICAS – Esta coluna é atualizada às sextas-feiras, sempre às 04h59. Sugestões e críticas podem ser enviadas para o número 99648-2588 (WhatsApp).

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