ÔÔÔÔÔ, NADA MUDOU…

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– Após a divulgação do resultado das eleições em Mossoró, a mídia em geral analisou que a reeleição de apenas 4 dos 13 vereadores foi um sinal claro e inequívoco de que o cidadão mossoroense anseia por mudanças. Nestes últimos três meses este assunto foi recorrente. As pessoas ficaram satisfeitas com as eleições de Maria das Malhas, Flávio Tácito, entre outros. Diziam que o vereadores eleitos teriam de mudar as eternas práticas fisiológicas e escusas que há décadas enlameiam o legislativo mossoroense. O povo os tinha colocado lá para isso.

Contudo, para decepção de todos, vê-se que os artistas mudaram, mas o roteiro da novela continua o mesmo. O primeiro ato dos novos vereadores foi contaminado pelos vírus e bactérias que há muito habitam a Câmara Municipal. A eleição de Claudionor dos Santos para presidente da Casa Legislativa, com o irrestrito apoio dos novatos, é um soco no estômago daqueles que esperavam mudanças no agir dos vereadores. Nos bastidores falam que os vereadores venderam seus votos por R$ 100, 150 mil; outros dizem que a barganha se deu com cessão de cargos, etc. Não sei e não posso afirmar se isso ocorreu, mas posso afirmar que os vereadores novatos devem ter tido um motivo muito especial para decepcionarem seus eleitores já no primeiro ato. Independentemente de politicagem e qualquer outra análise escusa, a presidência deveria ficar com a vereadora Cláudia Regina, que tem experiência política, bom relacionamento com todos, é inteligente e é da base de apoio da prefeita, o que não é uma qualidade, mas é essencial para a ocupação do cargo. Infelizmente o executivo apresentou seus argumentos e os vereadores novatos, assim como as raposas velhas, se renderam aos encantos do Palácio da Resistência. Como diz aquela velha música de Léo Jaime: ôôôôôô nada mudou!

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